Chocolate foi o alimento com maior aumento do preço em 2025 na UE

Chocolate foi o alimento com maior aumento do preço em 2025 na UE

O chocolate teve um aumento de 17,8% face a 2024, mas são os ovos e as carnes que dominam os maiores aumentos de preço em Portugal.

RTP /
Foto: Hans Lucas via AFP

Os bens alimentares na União Europeia (UE) subiram 2,8% em 2025 face ao ano anterior. O chocolate foi o item em que mais se verificou esse aumento, segundo dados da Eurostat partilhados pela EuroNews.

Portugal não escapou à pressão inflacionista sobre os alimentos em 2025, ainda que o país tenha ficado longe dos casos mais extremos registados na Europa, por exemplo, na Turquia.A Turquia ocupa o primeiro lugar da tabela, registando o maior aumento dos preços alimentares em 2025, com aumentos de 32,8%, evidenciando os problemas inflacionários generalizados do país.

Num ano em que os preços alimentares na União Europeia subiram em média 2,8%, os dados do gabinete de estatística da UE, o Eurostat, mostram que alguns produtos essenciais tiveram aumentos expressivos no mercado português, com destaque para os ovos e as carnes.

As variações anuais nos preços dos produtos alimentares variam dependendo do país. No panorama europeu, a Roménia foi o país que registou maior inflação alimentar, com 6,7% de aumento face a 2024. Em seguida, a Bulgária, os Estados Bálticos e os Balcãs apresentaram aumentos entre 4% e 7%, acima da média da UE.A Suíça foi o único país onde os preços dos alimentos caíram, com uma redução de 1,1%.

Entre os países da UE, a França registou a taxa mais baixa, com 0,7% de aumento do preço dos bens alimentares.

Na Alemanha e em Espanha, a inflação foi de 2,1%. Itália registou um aumento de 2,5%, um dos maiores da União.

Entre os produtos mais procurados no supermercado, o chocolate - o alimento com maior aumento de preço registado na UE em 2025 -, com um aumento de 17,8% face a 2024, também pesou no cabaz alimentar dos portugueses - apesar de não pesar tanto como os ovos ou as carnes -, acompanhando uma tendência europeia marcada por fortes subidas nesta categoria.

Em países como Polónia, Lituânia e Estónia, o aumento do preço do chocolate ultrapassou os 30%, sublinhando a pressão generalizada sobre este produto amplamente consumido.

Os ovos, um bem essencial nas casas portuguesas, registaram aumentos superiores a 20% em vários países europeus. Portugal surge em quarto lugar entre os países da UE mais afetados, com uma subida de 21%. Número apenas ultrapassado pelo Kosovo (30%), República Checa (29%) e Eslováquia (27%).

A manteiga foi outro produto a pressionar os preços, integrando o grupo de alimentos que registaram inflação de dois dígitos em diversos países europeus.

A carne de cordeiro e cabra, tradicionalmente relevante no consumo português, teve uma subida particularmente acentuada. Enquanto a média da UE se fixou em 7%, Portugal registou um aumento de 13%, colocando-se entre os países com maior inflação nesta categoria, ao lado da Irlanda.
Nem tudo subiu. O alívio veio do azeite

Num incomum sinal de alívio para os consumidores, o azeite - produto central da dieta mediterrânica - registou uma queda acentuada de preços a nível europeu, com uma descida média de 22,9% em 2025.

No conjunto dos 64 produtos alimentares analisados pelo Eurostat, apenas oito ficaram mais baratos em 2025, com a grande maioria a registar aumentos.
A redução surge após vários anos de aumentos expressivos e traduziu-se numa inversão clara da tendência recente.

Em Portugal, o padrão foi semelhante. Alguns produtos essenciais registaram aumentos acima da média europeia, pressionando o orçamento das famílias, mesmo num contexto em que a inflação alimentar nacional ficou longe dos níveis registados em países como a Turquia ou o Kosovo.

Em 2025, a inflação alimentar mostrou-se tudo menos uniforme. Enquanto alguns países e produtos sentiram alívio, outros - com o chocolate à cabeça - continuaram a pesar no orçamento dos consumidores europeus.
PUB